Biofach termina com previsão de gerar R$ 8 milhões em negócios

A BioFach América Latina 2004, versão latina da mais importante feira internacional de produtos orgânicos do mundo, terminou nesta sexta-feira (10) com balanço positivo de 480 contatos entre produtores e compradores nas rodadas de negociações, muito acima das expectativas dos organizadores,e deverá gerar R$ 8 milhões em negócios, segundo a gerente de Desenvolvimento Local do Sebrae - Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, Heliana Marinho, quer coordena os trabalhos no evento. Durante essas rodadas, os produtores puderam oferecer as mercadorias diretamente aos compradores. "Foi uma coisa surpreendente. Isso é um excelente resultado para uma feira de agricultura e, principalmente agricultura orgânica, quando o Brasil começa a avançar nesse sentido. Agora, vamos fazer a análise das informações e o acompanhamento das negociações. A previsão é de gerar R$ 8 milhões em negócios", afirmou Heliana. Os produtores também ficaram animados. Simone Valladares que começou a produzir este ano uma linha de sabonetes e cosméticos naturais, em Nova Friburgo, Rio de Janeiro, tinha participado da BioFach da Alemanha, em fevereiro. Ela disse que de lá para cá,, com incentivo do Sebrae pôde organizar melhor a apresentação do produto fazendo o lançamento completo agora na feira da América Latina."Os mercados europeu e o americano já estão na frente na valorização do produto orgânico, então, apareceram vários contatos que se mostraram muito interessados e levaram amostras dos produtos", concluiu. Para Simone Valladares o potencial de exportação do produto orgânico brasileiro é muito grande e por isso tem sido fundamental o apoio que o setor vem recebendo do Sebrae, da APEX - Agência de Promoção de Exportações do Brasil e do ministério da Agricultura. "Todos esses órgãos juntos estão apoiando de uma forma extremamente profissional e isso vem ajudando a nós produtores a acelerarmos o nosso processo", explicou. A BioFach, a mais importante feira internacional de produtos orgânicos que acontece anualmente em Nurenberg, Alemanha, teve pela primeira vez uma versão para a América Latina. O governo do estado do Rio já propôs a organização do evento que novamente o Rio de Janeiro seja a sede do encontro que deve se repetir no ano que vem. (Agência Brasil 11/09/2004 )

Biofach discutiu falta de informações sobre desempenho da agricultura orgânica


Em três dias de discussões sobre produtos orgânicos, a BioFach América Latina 2004 conseguiu avanços para a agricultura orgânica. A crítica apresentada logo no primeiro dia de debates quanto a falta de informações sobre o real desempenho do setor, como área plantada, número de produtores e tipos de orgânicos produzidos no Brasil, foi uma das questões que puderam ser analisadas para a solução no próprio encontro. O gerente executivo do Programa de Desenvolvimento de Agricultura Orgânica (Pró-Orgânico) e da Câmara Setorial de Agricultura Orgânica do ministério da Agricultura, Rogério Pereira Dias, informou que a questão será levada aos integrantes da Câmara. Dias estima que, nos próximos dois meses, serão instaladas as comissões estaduais. Elas ficarão responsáveis pela coleta das informações que serão administradas pelo ministério da Agricultura e vão compor o levantamento. "As comissões estaduais devem ser os nossos braços para gerar os dados para esse grande levantamento que será feito". A previsão de Rogério Pereira Dias é de que o trabalho termine no início do primeiro semestre do ano que vem. "Talvez em cinco meses a gente já possa ter números mais consistentes com relação a esse universo", afirmou. O gerente executivo explicou que os dados divulgados atualmente, de que o Brasil é o quinto maior país em área plantada e de que conta com cerca de 19 mil produtores, são levantados por organizações internacionais. Em geral, segundo ele, são baseados em informações de certificadoras. Dias explicou que em muitos casos o agricultor tem registro em mais de uma certificadora e, como não são confrontadas informações como CPF e CNPJ, alguns dados são anotados com duplicidade. Além disso, muitos produtores são da agricultura familiar e não tem certificação. "A gente tem muita dificuldade, tanto é que a gente não assume esses dados como dados oficiais", revelou. A diretora do Sebrae/RJ, Celina Vargas do Amaral Peixoto, disse que a falta de informações confiáveis do setor prejudica a estratégia de investimentos e o acompanhamento do desempenho, embora existam números que apontem crescimento constante nos últimos anos nas atividades ligadas à agricultura orgânica. Outro problema apontado pelos agricultores é a falta de esclarecimento tanto por parte dos produtores como dos consumidores sobre os orgânicos. Rogério Pereira Dias revelou que o Pró-Orgânico prevê a realização de campanhas publicitárias e de utilidade pública junto à população. Ele informou ainda que há preocupação com relação à área de educação, por isso, entre os grupos temáticos que estão sendo criados na Câmara Setorial está um que vai analisar como pode ser melhorado o ensino técnico na agricultura orgânica. Outro avanço considerado pelos participantes da BioFach América Latina 2004 foi o anúncio do ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, na abertura da Feira de aumento de recursos do governo federal no setor. Segundo o ministro, em 2005 serão aplicados R$ 2 milhões, enquanto em nesse ano serão R$ 400 mil. (Agência Brasil 11/09/2004 )

Sebrae promete apoiar produtores de orgânicos


O Sebrae - Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas vai repetir, em 2005, o esquema de apoio a produtores de orgânicos que foi montado para a BioFach América Latina 2004, que reuniu no Rio de Janeiro durante três dias especialistas no setor. A informação é da gerente da Área de Desenvolvimento Local da instituição, Heliana Marinho, acrescentando que o fortalecimento do setor de orgânicos é inevitável e progressivo, principalmente por causa da adesão de produtores verificada no encontro. O Sebrae esteve representado na feira com 13 estados da Federação trazendo os seus produtos e caravanas com mais de 400 pessoas que têm trabalhado no processo de cadeia produtiva que vai desde a forma de compra do insumo até como se faz o manejo da terra e a gestão do negócio, explicou a gerente, esclarecendo que a assistência técnica é feita em parcerias com as Emateres, com universidades e outros órgãos. "É sempre um trabalho em que várias instituições têm que estar envolvidas porque é um elo de cadeia produtiva que, além de ser completo como agricultura, traz uma mentalidade e visão de mundos diferentes, que é a visão integrativa de todos querendo um mundo melhor. É uma visão bastante positiva", disse Heliana. O consultor do Sebrae/Paraná, Paulo Porch, que durante a feira orientou os produtores nos encontros com compradores interessados, disse que o sistema de parceria entre a instituição e outros órgãos vêm garantindo bons resultados no estado, que hoje é considerado um dos principais produtores de orgânicos no país. Na safra 2002/ 2003 a produção no Paraná atingiu 52000 toneladas em área plantada de 11577 hectares e presença de 3908 produtores. Paulo Porch destacou que a crescente organização dos produtores em associações está ajudando o desenvolvimento do setor e foi fundamental para definir a presença deles na BioFach América Latina 2004. (Agência Brasil 13/09/2004)

Agricultura orgânica vem crescendo no Brasil, diz técnica da Embrapa


O setor de agricultura orgânica vem registrando crescimento no Brasil mas ainda enfrenta dificuldades que mantém altos os preços dos produtos, o que acaba retardando a popularização dos orgânicos no país. A técnica da Embrapa Maria Cristina Neves disse que um dos fatores que impedem o acesso maior ao consumidor é a falta de logística para a distribuição dos produtos. "Cada um transporta o seu. Um vende para hotel, o outro para hortifruti, para restaurante, então, o custo de fazer todo esse transporte é muito alto e acaba incorporando nos preços dos produtos", disse Cristina Neves, reconhecendo, no entanto, as políticas públicas desenvolvidas pelos governo federal e estaduais para promover o desenvolvimento do setor. A técnica ressaltou também a importância da participação das prefeituras para facilitar o transporte. "As prefeituras podiam fazer algum esquema de organizar esse transporte por região. O valor da certificação influi no preço dos produtos, mas a falta de logística é pior", explicou. O ator Marcos Palmeira, dono de uma fazenda de produção de orgânicos no Rio de Janeiro, concorda com a dificuldade nos transportes, mas defendeu ainda mais a união dos produtores. Citou também as dificuldades dos produtores relacionadas com a distribuição e comercialização - o produtor tem que ir à luta para vender o seu produto. Para popularizar o produto o ator-produtor sugeriu que no próximo ano a BioFach seja mais aberta ao público. "A própria BioFach precisa se repensar e levar isso para uma praça, para que as pessoas da rua possam entrar e ver os produtos", disse Palmeira. A diretora da Organização Planeta Orgânico, Maria Beatriz Costa, que coordenou a BioFach América Latina 2004, acredita que os preços vão baixar na hora que aumentar a escala de produção e isso pode acontecer se forem efetivados os apoios de políticas públicas que agora estão começando, com a diminuição de impostos que incidem sobre o setor. "Tirar o imposto da produção orgânica, dar uma categoria diferenciada na hora de cobrar o ICMS e, sobretudo, aumentando os canais alternativos de venda em feiras e lojas pequenas, o consumidor vai ter opções e os supermercados vão ter que baixar os preços para poder se igualar com os preços oferecidos em outros canais de distribuição", acrescentou a diretora. Em sua avaliação, o fato de na abertura da BioFach estarem na mesa dois ministros e uma governadora mostra o quão comprometidas as políticas públicas estão com este setor. "Acho que os discursos dos ministros Miguel Rossetto e Roberto Rodrigues e da governadora Rosinha Matheus foram quase que cartas de compromisso com o setor orgânico. Então, acho que a tendência é só crescer. Acho que a declaração do ministro da Embaixada da Alemanha dizendo que o Brasil está conseguindo marcar espaço na questão da legislação mostra que o cenário internacional está de olho na produção orgânica brasileira. É um reconhecimento do esforço que está acontecendo aqui. Com certeza por serem produtos do Brasil e de agricultura familiar terão valor agregado na hora de exportar", disse. (Agência Brasil 12/09/2004 )

Embrapa vai estimular o aumento da produção de café orgânico


O sucesso da qualidade e competitividade do café brasileiro é resultado do conhecimento científico adquirido. As instituições nacionais desenvolvem mais de 400 pesquisas por ano e muitas já resultaram em centenas de tecnologias. Os estudos cobrem toda a cadeia agroindustrial, desde fatores de produção, industrialização, comercialização e consumo. Como segundo maior consumidor mundial da bebida, os trabalhos enfatizam a qualidade do produto final e a saúde do consumidor. Tudo isso para desenvolver e transferir conhecimentos e tecnologias para o agronegócio do café. As pesquisas são divididas por focos temáticos voltados para a solução dos principais problemas da cafeicultura, como preservação ambiental, sistemas de cultivo, melhoria dos processos de colheita, aperfeiçoamento dos processos industriais e uso alternativos para resíduos e subprodutos do café, entre outros. Segundo o presidente da Embrapa, Clayton Campanhola, mais do que uma iniciativa de êxito, o CBPDC - Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café é um exemplo a ser seguido. Ele ressaltou que a atual prioridade dos pesquisadores brasileiros é reduzir drasticamente os resíduos químicos e biológicos nas lavouras por meio do aperfeiçoamento de tecnologias de produção integrada, do cultivo orgânico e da cafeicultura de precisão. A cafeicultura orgânica está diretamente ligada à integração dos sistemas de produção. Ela reduz os gastos com insumos pelo aproveitamento de resíduos, diminui a aplicação de agrotóxicos e nutrientes solúveis, e agrega a variável ecológica no valor final do produto. Os produtores que vêm adotando esta forma de produção estão exportando café orgânico a mais de R$ 500 a saca, quando o preço do produto convencional está na faixa de R$ 170. Cientificamente, o café já é considerado um alimento nutracêutico (nutricional e famacêutico). Além da cafeína (1 a 2,5%), a bebida contém sais minerais (3 a 5%), açúcares (35 a 55%), lipídios (10 a 20%), aminoácidos (2%), vitamina PP (0,5%) e ácidos clorogênicos (7 a 9%). (Radiobrás 11/09/2004)

Rossetto defende inclusão social da agricultura orgânica


O ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, defendeu nesta terça-feira (8/9), durante a abertura da Biofach América Latina, no Rio de Janeiro, a inclusão social para agroecologia. Segundo o ministro, o governo federal está dialogando com todos os segmentos do setor para a regulamentação definitiva da lei que estabelece os procedimentos para registro e certificação da agricultura orgânica "Estamos construindo um marco regulatório importante e, para nós, o debate da certificação não pode ser um instrumento de exclusão", afirmou. "Nós afastamos qualquer estratégia governamental ou pública a partir de uma relação autoritária". Rossetto disse que a nova lei assegura transparência nas regras, orienta o processo produtivo e garante ao consumidor um padrão confiável de qualidade do alimento. No ano passado o governo investiu R$ 2 milhões em projetos de capacitação de trabalhadores rurais, incluindo assentamentos da reforma agrária. O convênios de repasse de recursos às instituições estaduais de assistência técnica procuram estimular a conversão dos agricultores familiares para a produção agroecológica e apoiar a organização de associações e cooperativas, a fim de reduzir os custos e facilitar a comercialização dos produtos. "Existe um enorme mercado para inserir os agricultores familiares, e a demanda por produtos orgânicos cresce no mundo inteiro", explicou o ministro. A Biofach América Latina é a maior feira de produtos orgânicos do continente. O Ministério do Desenvolvimento Agrário montou um estande com mais de 200 produtos orgânicos certificados e está apoiando 25 expositores divididos entre cooperativas, associações, microempresas e agroindústrias de 10 estados. A feira, segundo estimativa dos organizadores, deve movimentar mais de R$ 8 milhões em negócios, registrando um crescimento de quase 100% em relação ao ano anterior. A agricultura familiar é responsável por 70% da produção agroecológica no Brasil. O número é tão expressivo que o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) oferece 50% a mais de crédito para quem quiser investir no setor. O incentivo parte também do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) do governo federal, que oferece até 30% a mais do valor de mercado pelos produtos orgânicos - decisão tomada pelo comitê gestor no início de junho deste ano. Em 2004 as exportações de orgânicos devem chegar a US$ 115 milhões (cerca de R$ 345 milhões), como prevê a Agência de Promoção de Exportações do Brasil (Apex). A Associação dos Produtores e Processadores de Orgânicos do Brasil estima que 2,5% da população brasileira possuem condições sócioeconômicas para o consumo desse tipo de alimento. Também participaram da abertura da Biofach o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, e a governadora Rosinha Matheus.(fonte: Ministério do Desenv. Agrário/Incra 8/9/2004)

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Dias 17 e 18 de setembro de 2004, em Porto União da Vitória, SC/PR.

Maiores informações podem ser obtidas pelo fone: 42 522 3931 (Sandra) ou pelo mail emater@ibest.com.br.

Atenciosamente,

Ana Simone Richter - Comissão Organizadora

 

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